A Direção-Geral da Saúde (DGS) informou, esta sexta-feira em comunicado, que Portugal vai começar a administração em simultâneo das vacinas contra a covid-19 e contra a gripe, a partir de segunda-feira. 

A vacinação contra a COVID-19 vai poder ser feita em simultâneo com a vacina contra a gripe a partir de segunda-feira, dia 18 de outubro. Esta medida visa facilitar a adesão à vacinação no âmbito das campanhas de vacinação contra a gripe e contra a COVID-19", lê-se na nota. 

Recorde-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, no dia 11, que considerava “aceitável” a administração em simultâneo destas duas vacinas. Este era o parecer que a DGS estava à espera para avançar com o processo. 

Por isso mesmo, em comunicado explicam que: "Os dados disponíveis analisados pela Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19 (CTVC), que incluem os resultados da reunião do grupo de peritos da Organização Mundial da Saúde em matéria de vacinação, mostram que existe um perfil de segurança aceitável após a toma de ambas as vacinas"

No entanto, a DGS ressalva que é necessária uma "manutenção da eficácia de ambas as vacinas", uma vez que não existe, até ao momento, "evidência de alteração da resposta imunológica". 

No momento da vacinação, os “utentes devem ser informados sobre as possíveis reações adversas, podendo optar por uma administração em dias diferentes”.

A DGS e a CTVC, conjuntamente com o Infarmed e o INSA, mantêm o acompanhamento atento do conhecimento científico, da situação epidemiológica e das avaliações de farmacovigilância e de efetividade das vacinas, podendo alterar as suas recomendações se for necessário”, refere o comunicado.

A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 está a decorrer em Portugal, com prioridade aos idosos com 80 e mais anos e utentes de lares e de cuidados continuados e abrangendo, nesta fase, as pessoas com 65 ou mais anos.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.078 pessoas e foram contabilizados 1.078.729 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Cláudia Évora