E explicou: "Não sinto que mereça, porque sou muito preguiçosa e descuidada na minha relação com a projeção literária, vivo num mundo muito separado do mundo social que possa estar ligado à literatura. E de vez em quando, creio eu, há uns júris assim, que são mais movidos, creio eu, pelo afeto e pela generosidade".

"É uma espécie de compensar o defeito, em vez de compensar a virtude. Não sou um escritor esforçado e responsável perante as exigências editoriais. Tenho um traçado de vida muito selvagem e muito anti-social que não espera cruzar-se com estas benesses tão importantes e tão relevantes, ligadas a um nome como o de Camões, que merece toda a nossa veneração", declarou.

















Torga foi o primeiro escritor a ser distinguido









"É um nome distinto dos nossos tempos"

A escritora portuguesa Hélia Correia "tem um percurso que já de há um tempo para cá construiu a sua solidez. É um nome distinto dos nossos tempos", afirmou à agência Lusa a presidente do júri, Rita Marnoto.




Na escolha de Hélia Correia pesou ainda "a diversidade de géneros cultivados entre a poesia, a narrativa e o teatro, a diversidade de estilos que usa, mostrando e pondo em evidência as potencialidades da língua portuguesa".



Lista dos distinguidos com o Prémio Camões: