Graça Freitas, a diretora-geral da Saúde, confirmou em conferência de imprensa esta quarta-feira que foram detetados casos de Covid-19 no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, ressalvando que a instituição é "altamente segura" e que os casos foram descobertos porque o IPO tem um plano de contingência que passa por testar profissionais e doentes. 

Foi devido a este plano de testagem para Covid-19 que foram descobertos os primeiros dois casos da doença, em dois profissionais de saúde que estavam assintomáticos, revelou a diretora-geral da Saúde, acrescentando que os doentes que foram infetados já foram alojados noutras instituições e estão estáveis.

Em comunicado enviado à imprensa, o IPO revelou mais tarde que foram infetados oito profissionais de saúde e 12 doentes. 

No início desta semana foram identificados dois casos de Covid-19 em profissionais do Serviço de Hematologia”, refere o IPO.

O comunicado adianta ainda que, de acordo com o protocolo instituído no IPO Lisboa, foram rastreados os profissionais do Serviço de Hematologia e todos os doentes internados, tendo-se confirmado a presença de infeção em mais seis profissionais, o que perfaz oito profissionais infetados (três médicos, três enfermeiros e dois assistentes operacionais) e em 12 doentes.

O IPO Lisboa afirma que “acionou imediatamente as medidas de contenção previstas no seu plano de contingência, tendo os doentes com infeção já tido sido transferidos para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, encontrando-se em situação clínica estável”.

Os doentes do Serviço de Hematologia com resultados negativos permanecem internados no IPO Lisboa.

O Hospital mantém o normal funcionamento, devendo os doentes manter as consultas e os tratamentos agendados que estão a ser prestados em condições de segurança”, assegura o IPO.

O IPO de Lisboa refere ainda que tem instituído desde o início da pandemia por Covid-19 um conjunto de medidas preventivas que permitem assegurar e garantir a prestação dos cuidados assistenciais aos doentes oncológicos em condições de segurança e com reduzido impacto no normal funcionamento do instituto.

De entre os procedimentos aplicados, destaca-se a realização de testes de diagnóstico de covid-19 aos doentes que fazem tratamentos de quimioterapia e radioterapia, que vão realizar cirurgia ou exame médico invasivos e a todos os que necessitam de internamento ou apresentam sintomas suspeitos.

No âmbito deste plano de testagem, o IPO detetou casos, começou por detetar dois casos em profissionais de saúde assintomáticos, encontrou-os porque fez os testes e, na sequência do que se faz sempre, que é ir à procura de mais casos, houve mais doentes e profissionais identificados", revelara Graça Freitas em conferência de imprensa.

Segundo a diretora-geral da Saúde, o plano de contingência do IPO já levou a que fossem testadas cerca de 6000 pessoas desde o início da pandemia, sendo igualmente testados os trabalhadores de empresas externas que prestam serviços na unidade hospitalar.

Quero deixar aqui uma palavra de grande tranquilidade. O IPO já fez mais de seis mil testes a profissionais de saúde, doentes e prestadores de serviços externos”, precisou Graça Freitas.

Bárbara Cruz / Com Lusa