Processo "mais moroso" que o esperado


O presidente do Serviço Jesuíta aos Refugiados, André Jorge, disse hoje que a chegada dos primeiros 24 refugiados a Portugal era já aguardada, mas que o processo foi "mais moroso" do que o previsto.

Mostrando-se satisfeito com a chega dos primeiros refugiados a Portugal, André Jorge referiu que o processo acabou por ser "mais moroso" do que esperavam, mostrando-se confiante de que as pessoas que hoje chegam a Portugal "possam alcançar a tranquilidade e segurança que esperam".

O responsável acrescentou que as instituições - Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) e Serviço Jesuíta aos Refugiados - estão prontas para acolher os que chegam e para trabalhar com eles, auxiliando-os no processo de inclusão e de integração na sociedade portuguesa.

"Estamos na expectativa e também na esperança de que essas pessoas possam iniciar aqui em Portugal uma nova etapa nas suas vidas", concluiu André Jorge.
 

Portugal pode ser um "porto seguro"


Em declarações à TVI, Rui Marques, porta-voz da Plataforma de Apoio aos Refugiado, acredita que Portugal vai ser um porto seguro para os refugiados que hoje chegam ao país.

"Portugal pode ser esse porto seguro. Por ventura não temos as condições económicas como outros países, mas temos outras que por ventura outros países não têm tão evidentes. Eu creio que os refugiados se vão sentir bem acolhidos em Portugal".

Rui Marques afirmou ainda que o importante agora é que os refugiados "comecem progressivamente a sentirem-se seguras, a sentirem-se bem acolhidas, queridas pela população que as acolhe" e que dêem início ao "seu processo quer de aprendizagem de português, mas também que as crianças possam ter acompanhamento integradas na escola".