O helicóptero do INEM acidentado no sábado foi hoje substituído por uma outra aeronave já operacional na base de Macedo de Cavaleiros e com uma equipa composta por dois pilotos, médico e enfermeiro.

A reposição do meio de socorro que mais missões faz na frota aérea do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estava prevista para a manhã de hoje, mas acabou por ocorrer só à tarde, 48 horas depois de ter levantado voo o helicóptero que se despenhou, no sábado, em Valongo, causando quatro mortes.

O presidente do INEM, Luís Meira, fez questão de estar presente na reposição do serviço na base de Macedo de Cavaleiros, vincando que esta medida “tinha de ser rápida” num momento “particularmente difícil e doloroso”.

As primeiras palavras do presidente do INEM foram para aqueles que “perderam a vida no acidente trágico”.

Luís Meira agradeceu os “milhares de mensagens” de condolências e deu nota de que “o Instituto Nacional de Emergência Médica sente que todos os portugueses estão “com os profissionais que prestam este serviço, incluindo “o senhor Presidente da República, que desde o primeiro momento tem estado a acompanhar consternado”.

E por isso mesmo eu não podia deixar de estar aqui hoje para dizer que o Instituto também está com os portugueses e uma das primeiras prioridades do INEM, logo que aconteceu o acidente, foi repor o serviço porque é essa a nossa obrigação e é essa a nossa forma também de prestar uma homenagem àqueles que partiram”, declarou.

A aeronave que se encontra já operacional em Macedo de Cavaleiros é um modelo mais pequeno do que o acidentado, mas que já tinha feito este serviço anteriormente. O presidente do INEM garantiu “a todos os portugueses que o serviço irá continuar a ser prestado com o máximo de eficácia e de eficiência que é possível, neste momento, colocar no terreno”.

O presidente do INEM vincou ainda que quis estar presente na reposição do serviço para “dar uma palavra para que todos os portugueses possam e continuem a confiar no instituto”.

O “heli3” tem base em Macedo de Cavaleiros para servir toda a população do distrito de Bragança, procedendo ao transporte do local da ocorrência para os serviços hospitalares ou entre hospitais, numa região onde alguma população vive a mais de cem quilómetros da única urgência médico-cirúrgica, em Bragança, e onde a falta de especialidades obriga à transferência de doentes urgentes para unidades de saúde do litoral.

Entre a frota nacional de helicópteros de emergência médica, este é o que faz mais missões em Portugal, como confirmou Luís Meira, referindo que além do serviço que presta na região também faz missões a nível nacional.

O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, reiterou a mensagem de “conforto às famílias enlutadas” e louvou “a atitude e a decisão tão célere do presidente do INEM e do Governo” para a reposição do serviço.

Aperceberam-se da nossa apreensão porque é um serviço que para nós é essencial e foi de facto muito rápido. A equipa, perante toda esta pressão emocional, fez questão de estar aqui presente hoje, sei que houve vários voluntários que quiseram aqui estar precisamente para fazer justiça à memória daqueles que pereceram em missão”, afirmou.

A autarquia decretou um dia de luto municipal, cumprido hoje, em homenagem aos quatro profissionais que morreram no acidente de sábado, os pilotos, um médico e uma enfermeira que estavam escalados para este serviço de emergência que é feito de forma rotativa por profissionais da e de fora da região transmontana, a partir da base de Macedo de Cavaleiros, de onde parte e regressa o helicóptero em cada missão.