Um grupo de 11 portugueses está retido na cidade de Cusco, no Perú, sem conseguir contactar com a embaixada desde terça-feira e sem perspetiva de sair da cidade, relatou um dos viajantes à Lusa.

"A embaixada pediu-nos ontem [terça-feira] para enviarmos os nossos dados, os números do passaporte, cartão de cidadão, número de voo, data de regresso, e assim fizemos, mas até agora não tivemos mais resposta e ninguém atende o telefone na embaixada, hoje", disse Nuno Rocha, um dos 11 portugueses retidos na cidade de Cusco, no Perú.

"Somos três portugueses e um alemão radicado em Portugal, mas estamos 11 portugueses nesta cidade, em contacto via Whatsapp", relatou o viajante português à Lusa.

Segundo Nuno Rocha, há informações de que a Força Aérea francesa terá enviado um avião para resgatar os cidadãos deste país, à semelhança do que terá também feito Israel.

"Ouvimos esta manhã que a França ia mandar um avião da Força Aérea para os ir buscar, mas não tenho a certeza, certo é que já houve israelitas resgatados desta maneira", acrescentou a partir de Cusco, uma das principais cidades arqueológicas do Perú.

Na terça-feira, os três portugueses e o alemão estavam numa caminhada pela montanha quando foram informados pelos guias turísticos, que desciam a montanha, de que tudo tinha sido fechado, optando então por antecipar a ida para o hotel.

"Quando chegámos lá o hotel estava cheio e acabámos por ficar num hostel em Cusco", contou Nuno Rocha, acrescentando que estas instalações "têm condições e há comida", mas não há perspetiva de antecipar o regresso a Portugal, que estava previsto para o final do mês.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 84.000 recuperaram da doença.

A China registou nas últimas 24 horas 11 mortos e 13 novos casos infeção pela Covid-19, mas só um é de Wuhan, todos os outros 12 são importados.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Os países mais afetados depois da China são a Itália, com 2.978 mortes para 35.713 casos, o Irão, com 1.135 mortes (17.350 casos), a Espanha, com 558 mortes (13.716 casos) e a França com 175 mortes (7.730 casos).

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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