Todos os arguidos detidos no caso das mortes ocorridas durante o 127º curso de Comandos saem em liberdade, com termo de identidade e residência (TIR), após apresentação a juiz de instrução criminal. A informação foi avançada esta sexta-feira à noite pela 1ª secção de Instrução Criminal da Instância Central de Lisboa, em comunicado aos jornalistas. 

A TVI apurou que a procuradora Cândida Vilar não pediu prisão preventiva para nenhum dos arguidos.

O médico do curso de Comandos, Miguel Onofre da Maia Domingues, arguido no caso da morte de Hugo Abreu e Dylan da Silva, foi o único a prestar declarações, esta sexta-feira à tarde, perante o juiz de instrução criminal. É também o único que fica com uma medida de coação diferente da TIR. 

O médico, indiciado por dois crimes de homicídio negligente, fica suspenso do exercício de funções no Regimento de Comandos e do exercício de funções em unidades de saúde militares. 

Os arguidos Ricardo Miguel dos Reis Rodrigues, Nuno Miguel Jesus Pinto, Hugo Miguel de Almeida Pereira, Miguel Cândido Pereira Espinha Domingos de Almeida estão indiciados pela prática de um crime de ofensas à integridade física graves negligentes e ficaram apenas sujeitos a TIR.

O comunicado comunicado não refere quaisquer acusações imputadas ao Tenente-coronel Mário Maia, diretor do 127º curso de comandos, e ao Tenente Pedro Fernandes, instrutor de tiro da mesma formação.

As audições aos sete arguidos no caso começaram cerca das 17:15 e terminaram já depois das 19:00 desta sexta-feira. 

Sete militares foram detidos, nesta quinta-feira, pela Polícia Judiciária Militar, no âmbito do inquérito crime que decorre à morte de dois jovens do Curso de Comandos.

Os detidos são o diretor da prova, os cinco instrutores do curso e o médico de serviço. Tratam-se de cinco oficiais e dois sargentos.

Durante o 127.º curso de Comandos, morreram dois jovens, Hugo Abreu eDylan Silva, na sequência da instrução que decorria no campo de tiro de Alcochete. Ficaram ainda feridos mais 11 militares.