Uma colisão na CREL, em Lisboa, entre um veículo de transporte matérias perigosas, com gasolina, um autocarro e um ligeiro de passageiros. Trinta vítimas. Poderia ser real, felizmente não foi. Foi um simulacro realizado na madrugada deste domingo, com sucesso, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil, que indicou à TVI24 que os tempos de resposta no socorro estiveram dentro do previsto: "oito a dez minutos", como numa situação real. Até para os próprios operacionais no terreno.

"Os operacionais não sabiam do cenário, foi surpresa. Não sabiam ao que iam, sabiam que ia haver um exercício na CREL, mas não o ponto. Para eles foi como jogar situação real. Claro que houve um reforço dos quartéis, sendo que no local do exercício estiveram envolvidos 2225 operacionais, e os meios de socorro a chegaram entre oito a dez minutos depois da cocorrência", explicou o comandante distrital de Operações de Socorro de Lisboa, André Fernandes

No terreno, estiveram 95 veículos, de diferentes agentes socorro: bombeiros de corporações de Lisboa, GNR, PSP, Brisa, INEM e dos serviços municipais de proteção civil dos quatro municípios, Odivelas, Loures, Sintra e Amadora".

Este simulacro acabou por condicionar o trânsito. O túnel Montemor esteve cortado em determinada altura nos dois sentidos entre o nó de Odivelas (IC22) e o nó da Pointnha (IC16). O exercício "teve início à meia-noite e acabou, em termos do ponto de vista da ação de socorro, por volta das 03:30 e o trânsito reaberto gradualmente a partir das 04:00".

"Foram testados pressupostos que estão no plano prévio de prevenção da ANPM e, pela Brisa, o plano de emergência interno do túnel. O simulacro teve em conta o plano táctico e estratégico, no fundo  de coordenação", explicou André Fernandes. 

No total, para além dos efetivos diretamente envolvidos no socorro, esta operação contou com 364 operacionais e 112 viaturas.

Foi o Exercício T-Rex 18, que teve então como objetivo testar os planos e procedimentos de segurança em túneis da Brisa, bem como a articulação e comunicação entre os vários Agentes de Proteção Civil numa situação de emergência provocada por um acidente rodoviário, conforme tinha explicado a ANPC nas redes sociais.