Mais de 800 funcionários públicos pertencentes a grupos de risco foram identificados para fazer, em casa, os inquéritos aos infetados com covid-19.

Em declarações à TVI24, a ministra da Modernização do Estado da Administração Pública, Alexandra Leitão, especificou que, do total de funcionários mobilizados, 500 são na maioria técnicos superiores e 300 são agentes da Proteção Civil.

Numa primeira fase, já foram mobilizados os agentes da Proteção Civil, que deverão entrar em funções até ao fim do mês, reforçando assim os recursos humanos numa área decisiva para conter a pandemia.

O despacho foi publicado em quarta-feira e especifica as condições em que é feito este recrutamento de funcionários públicos, entre aqueles que estão em casa por integrarem grupos de risco face à covid-19. 

A maioria dos técnicos mobilizados estão em isolamento profilático ou em situação de risco e que podem não ir trabalhar, mas apenas por 30 dias, começou por explicar a ministra.

Ora, quando as pessoas estão a fazer este trabalho a partir de casa, não estão no âmbito desses 30 dias, o que significa que serve, para todos os efeitos, como trabalho efetivo. É uma forma destas pessoas serem úteis, prestarem um serviço muito importante à comunidade, ganharem o seu salário e estarem salvaguardados da situação de risco que têm", concluiu.

Rafaela Laja