Rúben Marques, um dos arguidos no caso do ataque a Alcochete, confessou esta quarta-feira em tribunal ter agredido Bas Dost.

"Toda a gente entrou no edifício e eu fui também. Entro e viro à esquerda seguimos até ao balneário e foi aí que vi o Bas Dost e desferi-lhe uma pancada com o cinto e segui na direção do balneário”, confessou Ruben Marques.

Segundo o arguido, na segunda-feira anterior ao ataque recebeu uma mensagem "perguntar se queria ir à academia” e, mesmo sabendo que "era para ir bater nos jogadores”, decidiu ir.

“Passamos o portão a correr em direção ao campo de treino. Vimos o Jorge Jesus pensamos que já lá estavam os jogadores, mas não estavam. Avançámos para a porta de vidro que estava fechada e volto para trás e vejo umas tochas já debaixo do carro. (...) Tirei o cinto quando estava a chegar ao campo de treino, o pessoal tirou e eu também tirei. Entretanto, toda a gente entrou no edifício e eu fui também. Entro e viro à esquerda seguimos até ao balneário e foi aí que vi o bas dost e desferi-lhe uma pancada com o cinto e segui na direção do balneário", completa, acrescentando: "dei-lhe, foi um bate e foge. Segui para o balneário”.

Depois da agressão a Bas Dost, Rúben Marques acabou por ser reconhecido por Rafael Leão e parou com as agressões.

“O Rafael Leão olhou para mim e sorriu. Reconheceu-me. Vi logo que se fizesse mais alguma coisa já sabiam quem era. Encostei-me e fiquei à espera de uma brecha para me ir embora. Era só gente a entrar e a sair e eu só queria ir me embora”.

Questionado se tinha agredido Misic, o arguido disse que não.

Já se viu alguém bater em alguém, Rúben Marques afirmou que não porque ficou "um bocado atordoado”.

Vânia Ramos / AM