Dez organizações sindicais de professores - inlcuindo a Fenprof, afeta à CGTP, e a FNE, afeta à UGT - vão avançar com uma nova greve para a primeira semana de outubro, em protesto contra a não contagem do tempo de serviço.

O pré-aviso de greve é subscrito pela ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU e vai ser entregue em mão, na sexta-feira às 11:00 da manhã, no Ministério da Educação.

Os professores e educadores exigem que o governo honre o compromisso que assumiu, cumpra a lei e respeite a Assembleia da República, ou seja, negoceie o prazo e o modo de recuperar todo o tempo de serviço que cumpriram", refere o comunicado conjunto.

Os professores insistem que "até agora, o governo, de forma intransigente, tem recusado contabilizar os 9 anos, 4 meses e 2 dias de atividade desenvolvida pelos docentes nos períodos de congelamento das carreiras e ameaça não só apagar mais de 6,5 anos (70%) desse tempo, como adiar para próximas Legislaturas a concretização de qualquer medida que possa tomar, abrindo portas à liquidação da carreira docente".

Face à incapacidade do governo e, em particular, do Ministério da Educação em honrar o compromisso que assumiu, cumprir a lei, respeitar a Assembleia da República e tomar medidas que deem um efetivo combate aos problemas das escolas e dos seus profissionais, as organizações sindicais de docentes – ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU – decidiram avançar para a greve na primeira semana de outubro", salienta o comunicado.

As estruturas sindicais salientam, por fim, que a entrega do pré-aviso coincide com o "último dia da semana de plenários que estão a realizar-se em todo o país, nos quais já participaram milhares de professores e educadores".

Até agora, em todos eles, foi aprovada uma Tomada de Posição, por norma, por unanimidade e aclamação, em que os professores ratificam a estratégia negocial e de luta apresentada pelas suas organizações sindicais", conclui o comunicado.