Nos últimos três anos, foram injetados 1.800 milhões em 17 aumentos de capital. Metade corresponde ao reforço feito pelo acionista, a outra metade diz respeito à reconversão de créditos em capital.

Mas todo o dinheiro já injetado não chega, por vários motivos, entre eles o facto de a empresa não gerar recursos suficientes  para cobrir as necessidades.

Depois dos problemas com os comboios que começaram a ser conhecidos em maio, já este mês o Estado aprovou a injeção de capital de 519 milhões de euros, mas que serve apenas para pagar o empréstimo obrigacionista e cobrir resultados negativos. Foi o maior reforço de capital dos último anos.

Os prejuízos ascenderam 105 milhões de euros em 2018, mas reduziram-se em 5,6% em relação a 2017, quando as perdas chegaram aos 112 milhões de euros.

O esboço do Orçamento do Estado de 2020 contém 168 milhões de euros para comprar 22 comboios, mas a entrega não vai acontecer antes de 2023. Por agora, há quatro comboios alugados à RENFE, que têm como destino o serviço regional das linhas do Douro, Oeste e Alentejo.

Também no esboço do próximo orçamento consta a contratação de 187 trabalhadores para a CP e para a EMEF e um programa de investimento em material circulante. São 45 milhões de euros para quatro anos. O governo garante ainda que há obras em mais de 200 km de linhas ferroviárias, num investimento 170 milhões de euros.