Seis turmas de um jardim de infância no Entroncamento foram esta segunda-feira transferidas para três outras escolas do concelho, uma decisão tomada na sequência de um relatório ter apontado falhas estruturais no edifício que albergava cerca de 120 crianças.

A mudança das instalações do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Andresen (JISMBA) para outras três escolas decorreu no fim de semana, como planeado, e as crianças iniciaram hoje o dia numa outra escola, mas na sua sala, com as suas mesas, com o seu material de trabalho e brincadeira, e com as suas educadoras, auxiliares e técnicas de apoio, visando assegurar o máximo de normalidade às crianças e garantindo, desde já, a segurança das crianças e profissionais", disse à Lusa Jorge Faria, presidente da Câmara Municipal do Entroncamento (Santarém).

Em causa está um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que refere que "a condição estrutural do edifício não oferece condições de segurança" e que o encerramento do espaço decorre do "risco de poder colapsar", tendo feito notar que o JISMBA é um estabelecimento de ensino pré-escolar "relativamente recente", cujo processo de conceção, projeto e construção decorreu entre 2005 e 2007.

Desde o início da sua entrada em funcionamento que esta infraestrutura tem apresentado diversas patologias e deficiências estruturais que se foram agravando", disse Jorge Faria (PS), tendo dado conta que a "constante monitorização do mesmo" levou a autarquia a solicitar uma avaliação estrutural ao LNEC em outubro de 2018.

Segundo o autarca, o relatório final do LNEC foi rececionado na semana passada e conclui que "em resultado das fragilidades técnicas do projeto e da fraca qualidade da construção", o JISMBA "não se encontra em condições de segurança no seu estado atual, sendo necessária uma intervenção de reabilitação global e profunda".

Nesse sentido, Jorge Faria disse ainda estar a "equacionar a possibilidade de demolição e reconstrução" do Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner, tendo assegurado que vai "remeter o relatório do LNEC às autoridades competentes para apuramento de eventuais responsabilidades".

/ AG