Treze funcionários da Autoridade Tributária, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foram detidos esta segunda-feira pela PSP no âmbito de uma operação que durava há cerca de um ano.

Um dos detidos é o árbitro Luís Reforço.

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP informa que, através da Divisão de Investigação Criminal e sob a coordenação do DIAP Regional de Lisboa, foi feita uma operação de investigação, nos distritos de Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Região Autónoma dos Açores, cujo objeto criminal envolve dezenas de crimes de peculato e de falsificação de documentos.  

"Ao longo de aproximadamente um ano foram investigados vários crimes praticados por funcionários da Autoridade Tributária, no Aeroporto Humberto Delgado, no âmbito das suas funções, nomeadamente a apropriação ilegítima de objetos e mercadorias que os mesmos tinham acesso no âmbito da sua atividade profissional, os quais, escapando ao controlo e supervisão, passavam a integrar as suas esferas patrimoniais", acrescenta a nota.

Foram realizadas 27 buscas domiciliárias e dezenas de outras não domiciliárias visando "os locais de trabalho e locais de disposição própria dos seus funcionários e do cumprimento de mandados de detenção emitidos por Autoridade Judiciária, que visavam 13 funcionários daquela entidade pública".

Na operação foram apreendidos centenas de objetos que terão sido "desencaminhados do aeroporto e encontrados nas habitações dos arguidos, destacando-se relógios, perfumes, computadores portáteis, telemóveis e outros objetos de natureza genérica; diversos aparelhos eletrónicos suspeitos de conter elementos de informação importantes para a investigação; três armas de fogo: dois revólveres de calibre .22 e .38 e uma pistola calibre 6.35 mm; e uma pistola de ar comprimido".

Para além dos 13 funcionários detidos, foi ainda feita uma detenção em flagrante delito por posse de arma proibida e ainda 13 outros suspeitos constituídos arguidos.

Os detidos serão nas próximas 48 horas presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.  

Andreia Miranda