O fogo rural que deflagrou no sábado em Vila de Rei já está "em resolução" neste município, estando também "em rescaldo" 70% do incêndio no concelho de Mação, para onde as chamas se alastraram, anunciou a Proteção Civil.

Em Mação, às 00:30 de terça-feira-feira, ainda havia uma frente ativa, perto de uma aldeia. O fogo estava a ameaçar uma zona que já foi fustigada por um grande incêndio em 2017.

Num briefing na Sertã, onde está instalado o posto de comando, pelas 20:00 de segunda-feira, o comandante operacional do Agrupamento Centro Norte, Pedro Nunes, disse aos jornalistas que nos restantes 30% de território atingido no concelho de Mação (distrito de Santarém) lavra ainda uma frente repartida.

Durante a tarde, explicou, houve algumas reativações e o incêndio, que de manhã estava dominado a 90% mas com "muitas reservas, "teve um comportamento extremo”, com muita libertação de energia, e a prioridade foi defender pessoas e bens.

A Proteção Civil está a redefinir a sua estratégia, recorrendo ao uso de máquinas de rasto e ao ataque direto às chamas.

Também durante o balanço das autoridades na noite de segunda-feira, Paula Neves, médica do INEM, garantiu que 39 pessoas tiveram de ser assistidas e que 15 dos 16 feridos sofreram ferimentos ligeiros, neste incêndio. Até agora, só uma pessoa ficou ferida com gravidade.

As autoridades acrescentaram ainda que deve haver "tolerância zero para ignições" durante o dia de terça-feira, uma vez que as previsões meteorológicas apontam para "condições favoráveis à propagação do fogo".

Vários incêndios deflagraram no distrito de Castelo Branco ao início da tarde de sábado, dois com origem na Sertã e um em Vila de Rei assumiram maiores dimensões, tendo este último alastrado, ainda no sábado, ao concelho de Mação, distrito de Santarém.

Na sequência deste último incêndio, do qual resultaram já 16 feridos, um dos quais em estado grave, foi acionado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Vila de Rei.

No terreno, às 00:30 de segunda-feira, estavam mais de 1.000 operacionais, apoiados por 335 viaturas. Chegaram a participar no combate às chamas 16 meios aéreos, ao que tudo indica já com os dois aviões enviados por Espanha, após o pedido de ajuda de Portugal.