A variante do Reino Unido está, neste momento, "em mais de 80%" dos casos positivos em Portugal e deverá ultrapassar os 90% "daqui a umas semanas", de acordo com João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

O crescimento desta variante está, neste momento, "bastante acelerado", tal como aliás no resto da Europa, nomeadamente no Reino Unido e na Dinamarca, indicou, ainda, durante a reunião desta terça-feira no Infarmed, de balanço da situação epidemiológica no país.

Os resultados dos últimos testes devem, segundo o especialista, confirmar os mais de 80% de prevalência desta variante do Reino Unido.

Quanto às restantes variantes, Portugal tem, neste momento, 24 casos da variante sul-africana, com "sete a nove casos" nos últimos dias, indicou João Paulo Gomes.

A situação epidemiológica de Portugal depende fortemente da situação epidemiológica que se for verificando nos outros países”, assinalou o investigador do INSA, reforçando que esta variante está relacionada com “falências vacinais” pelas características da sua mutação. 

Relativamente à variante brasileira (Manaus), foram identificados 16 casos, um registo que se encontra “na média dos outros países”.

O especialista defendeu, por isso, "a importância do controlo de fronteiras nesta altura" de desconfinamento.

João Paulo Gomes defendeu, ainda, a importância da repetição de testes em caso de resultado positivo para assegurar um controlo eficaz das variantes, assegurando que Portugal é um dos países com "melhor vigilância" em termos de testagem, à frente de Espanha, França ou Alemanha.

É o que a Dinamarca está a fazer diariamente: retestar os positivos com testes que identificam estas variantes”, indicou.

Catarina Machado