Os treze funcionários da Autoridade Tributária detidos por suspeitas de apropriação de mercadorias no Aeroporto Humberto Delgado vão aguardar o decurso do inquérito sob termo de identidade e residência, sabe a TVI

Para além do termo de identidade e residência, medida de coação obrigatória com a constituição de arguido, ficam também proibidos os contactos entre os arguidos e a entrada na alfândega e espaços reservados nos aeroportos. Deixam também de prestar a função que desempenhavam, o que significa que podem continuar a trabalhar na Autoridade Tributária mas em funções diferentes.

As medidas de coação só foram conhecidas depois das 23:00, depois de seis horas de interrogatório, tempo necessário para ouvir todos os treze detidos que esta terça-feira se apresentaram ao Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa. 

A investigação durava há cerca de um ano. 

Na operação foram apreendidos centenas de objetos que terão sido "desencaminhados do aeroporto e encontrados nas habitações dos arguidos, destacando-se relógios, perfumes, computadores portáteis, telemóveis e outros objetos de natureza genérica; diversos aparelhos eletrónicos suspeitos de conter elementos de informação importantes para a investigação; três armas de fogo: dois revólveres de calibre .22 e .38 e uma pistola calibre 6.35 mm; e uma pistola de ar comprimido".