Pelo menos três antigos ministros e dois secretários de estado dos governos de José Sócrates deverão ser acusados no processo das parcerias público-privadas rodoviárias. 

A investigação da Polícia Judiciária está concluída e a TVI sabe que o Ministério Público entende que as decisões políticas tomadas entre 2005 e 2011 sobre a negociação de contratos de subconcessões de autoestradas e scuts, terão lesado o estado em cerca de três mil e quinhentos milhões.

Os antigos ministros Teixeira dos Santos, Mário Lino e António Mendonça, e os secretários de estado Paulo Campos e Carlos Costa Pina são arguidos no processo e deverão ser alvo de uma acusação pública até final deste ano.

Em causa, no processo, estão suspeitas de crimes como gestão danosa, participação económica em negócio, prevaricação ou abuso de poder..

Quase 10 anos depois, numa investigação que envolveu escutas telefónicas, quebras de sigilo bancário, perícias financeiras e recolha de mais de 60 testemunhos, o ministério público está a chegar finalmente a conclusões.

No caso de Teixeira dos Santos, a TVI sabe que o antigo ministro das Finanças de José Sócrates foi chamado para interrogatório com o juiz Carlos Alexandre na última semana.

Inês Pereira