A vacinação que ocorreu no Centro de Vacinação COVID-19 no Queimódromo do Porto entre os dias 9 e 10 de agosto foi considerada válida, informou esta terça-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A decisão ocorre depois de análise do Infarmed, e permite assim que estas pessoas tenham os certificados digitais de vacinação válidos.

O Infarmed concluiu que, relativamente às vacinas inoculadas nestes dias, não se verificou impacto na qualidade, estando assegurados os parâmetros de segurança e eficácia exigíveis. Por essa razão, considera-se que estes cidadãos contam com processos de vacinação válidos e que aqueles que já tiverem completado o seu esquema vacinal terão acesso ao certificado digital", refere nota da DGS.

Trata-se de 835 pessoas vacinadas com Janssen (dose única) e outras 40 pessoas a quem foi dada a segunda dose da vacina da Pfizer.

“A partir de ontem [segunda-feira] 40 pessoas que receberam a vacina Comirnaty, da BioNTechPfizer, e 835 pessoas que receberam a vacina da Janssen ficaram elegíveis para obter um certificado digital covid válido, nos termos da orientação 007/2021 da DGS”, concluiu.

A vacinação no Queimódromo foi suspensa a 12 de agosto devido a uma falha na cadeia de frio tendo, posteriormente, os laboratórios Unilabs confirmado ter havido “um problema” no frigorífico de armazenamento das vacinas.

Posteriormente, em comunicado, a ‘task-force’ anunciou que o centro de vacinação do Queimódromo só reabriria depois de apuradas as causas do problema e do atraso na participação da ocorrência.

O coordenador nacional da `task-force´ do Plano de Vacinação contra a Covid-19 defendeu que a reabertura deste centro “pode já não ser útil”, independentemente do resultado da investigação aí em curso.

Temos que ter a certeza de que, ao reabrir, as operações vão correr bem e, também, que aquilo tem utilidade, porque, nesta fase, começamos a estar no fim [da vacinação massiva] e podemos chegar à conclusão de que abrir uma estrutura daquelas no fim do processo pode já não ser útil”, declarou o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, hoje em ao centro de vacinação de São João da Madeira, no distrito de Aveiro.

António Guimarães