A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou, neste sábado, o primeiro caso suspeito de coronavírus em Lisboa.

"Relativamente ao surto de pneumonia por novo Coronavírus (2019-nCoV), com início na China, a Direção-Geral da Saúde informa que está a ser avaliado o primeiro caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV), em Portugal", informa a DGS em comunicado.

O paciente em questão chegou hoje da China, "esteve em Wuhan nos últimos dias", cidade onde teve origem o surto da pneumonia viral, e está "sob observação no Hospital Curry Cabral", em Lisboa.

A TVI sabe que se trata de um homem com idade entre os 25 e os 35 anos, estrangeiro mas não de nacionalidade chinesa, e que reside em Portugal.

A situação clínica deste doente, que "aguarda os resultados das análises laboratoriais", é considerada "estável"

A DGS recorda, ainda, que o Hospital Curry Cabral, em Lisboa, é a unidade de referência "para estas situações".

Em entrevista à TVI24, a virologista Raquel Guiomar do Instituto Ricardo Jorge adiantou que este caso foi detetado "através da linha SNS24" e encaminhado para o Serviço Nacional de Saúde. Raquel Guiomar disse, também, que "nas próximas horas", ou seja, dentro de cinco horas, podem ser conhecidos os resultados das análises.

Os primeiros casos do vírus “2019 – nCoV” apareceram em meados de dezembro na cidade chinesa de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, no centro da China, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

O vírus já matou 54 pessoas na China e infetou mais de 1.300 em vários países.

Além do território chinês, foram confirmados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, Malásia, França e Austrália.

Ao longo dos últimos dias, as autoridades chinesas proibiram as entradas e saídas de Wuhan e várias cidades na região, afetando mais de 50 milhões de pessoas, e decretaram que apenas veículos de emergência podem circular na cidade onde teve origem o surto.

Também em Wuhan começou a ser construído um novo hospital, com capacidade para 1.300 pacientes, que estará concluído em duas semanas, e foi anunciado o envio de equipas de médicos militares especialistas para a província de Hubei.

/ CM