Rosa Grilo e António Félix Joaquim foram esta quinta-feira condenados pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) à pena máxima, de 25 anos de prisão, pelo homicídio do triatleta.

A TVI sabe que todos os pedidos feitos pela defesa da arguida foram considerados "improcedentes", o que significa que o Tribunal manteve a condenação da Relação de Lisboa.

Rosa Grilo tinha pedido a repetição do julgamento ou a absolvição com base no princípio da presunção de inocência, o mesmo princípio que serviu para absolver António Joaquim na primeira instância. 

O arguido, que se mantém em liberdade, depois da prisão preventiva ter sido revertida em dezembro de 2019 também não escapou à pena máxima.

Segundo o acórdão do STJ, os juízes conselheiros decidiram manter as penas máximas aos dois arguidos, pelo homicídio de Luís Grilo, marido da arguida, ocorrido em julho de 2018, na casa do casal, nas Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.

Advogada de Rosa Grilo acusada de simulação de crime

Conforma avançou a TVI esta manhã, a advogada de Rosa Grilo foi acusada pelo Ministério Público de simulação de crime, posse de arma proibida e favorecimento pessoal. Além de Tânia Reis, também um consultor forense foi deduzido na acusação.

Em causa está a cápsula de um projétil encontrada numa banheira da casa de Rosa Grilo, que, segundo a acusação, foi uma prova plantada pela defesa com o objetivo de lançar a dúvida junto do tribunal que julgava o caso do homicídio do triatleta Luís Grilo.

Defesa de Rosa Grilo vai recorrer para o Tribunal Constitucional 

A defesa de Rosa Grilo, condenada a 25 anos de prisão pelo homicídio do marido, António Joaquim, vai recorrer para o Tribunal Constitucional da decisão do Supremo Tribunal de Justiça.

A defesa não esperava decisão diferente, ainda que pragmática e racionalmente, de forma científica, fosse possível haver uma decisão diferente. Mas estamos em Portugal e o sistema não está habituado as estas coisas”, disse em declarações à Lusa João de Sousa, perito forense da equipa de defesa de Rosa Grilo.

De acordo com João de Sousa, o processo “ainda não terminou”, adiantando que a defesa irá recorrer para o Tribunal Constitucional.

Primeiro vamos analisar com atenção o acórdão do Supremo e depois vamos para o Constitucional”, afirmou.

Henrique Machado . / ATUALIZADA ÀS 16:50