Estão identificados pela PSP os autores do furto milionário de material clínico em pleno hospital Egas Moniz, em Lisboa, no passado mês de janeiro.

A TVI sabe que se trata de um grupo estrangeiro, que logo depois terá saído do país para vender os dez aparelhos utilizados na realização de exames de gastroenterologia, avaliados em mais de 300 mil euros. São procurados noutros países da Europa, onde já estavam referenciados por crimes do género.

O caso, em Lisboa, foi entregue à Divisão de Investigação Criminal da PSP, que pela análise do circuito de videovigilância do hospital conseguiu chegar ao rosto de alguns dos suspeitos. Correspondia a um grupo já identificado por autoridades estrangeiras e rapidamente saíram do país, também apurou a PSP.

Os equipamentos estavam numa unidade de Endoscopia, no edifício de Ambulatório do Hospital Egas Moniz que tem acesso restrito por portas com código e guardados em armários também com códigos de acesso.

O caso levou a que dezenas de utentes tivessem ficado sem exames, que o hospital teve de reagendar, e logo na altura Alexandre Valentim, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, antecipou o cenário mais provável.

“Há muitos países onde podem chegar sem controlo", disse, explicando que, por se tratar de aparelhos relativamente portáteis, "podem meter-se numa mala e podem aparecer num país em África ou noutro lado qualquer".