“Às vezes a nossa tendência para nos abstermos, não só na vida política como na vida social, na vida profissional, deixarmos que sejam os outros a resolver problemas, pormo-nos de fora é muito forte, até quando há alguma desilusão, desgaste, cansaço, desconfiança”, afirmou Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, à margem das Jornadas Nacionais de Comunicação Social.






“Em 15 dias e correndo o país todo de norte a sul e com presenças também na comunicação social, os vários políticos e candidatos têm que apresentar muito depressa e dizer muito rapidamente e num ambiente que é já muito contrastado, porque tudo se passa em termos de pergunta de outros e de resposta própria a questões que precisam de mais tempo para serem assimiladas e nós também para as podermos escutar precisamos de uma outra calma”, observou.






“O problema é pormos a possibilidade da construção das famílias, da manutenção das famílias na base de qualquer programa político e isso não está, é um ponto, é um elemento”, acrescentou.




Resposta aos refugiados deve ser integrada


“Eu estou satisfeito com a grande disponibilidade com que as pessoas se manifestam em relação a esse problema, há imensas manifestações de disponibilidade, de vontade de ajudar, de participar e isso é fundamental”, afirmou Manuel Clemente, em Fátima, no distrito de Santarém.


“Temos que entrar em linha de conta com o facto de que não é uma presença episódica, porque as pessoas não vêm dispersas, vêm muitas vezes como famílias, trazem os filhos, trazem os parentes”, declarou, considerando que “há aqui uma dimensão de acolhimento que depois significa acompanhamento, aprendizagem da língua, integração local, viabilidade de trabalho, um tal conjunto de problemáticas que só integralmente podem ser respondidas”.