A ministra da Saúde disse esta quinta-feira na habitual conferência de imprensa da Direção-Geral da Saúde que o Governo vai divulgar "nos próximos dias" o plano para a vacinação contra a covid-19. A estratégia está ao cargo da Comissão Técnica de Vacinação que anunciará entre outras medidas, qual a população-alvo da vacina.

A estratégia de distribuição das vacinas pelo país terá critérios essenciais como "grupo etário", a "exposição a fatores profissionais de maior risco" e "imprescindibilidade para a segurança geral".

Trata-se de um documento semelhante ao que conhecemos de outros países, como a Espanha, Inglaterra e Alemanha, no que diz respeito à definição da população-alvo".

Marta Temido afirma que, após o documento do plano da vacinação ser apresentado, vai ser necessário virar as atenções para questões essenciais, como o processo logístico, a ministração das vacinas e a comunicação. "As pessoas precisam de perceber a quem é que a vacina se destina, porque é que se destina a este e não outro grupo, quais são as condições de prioridade, tudo isso será detalhado", afirma.

O Governo prevê, numa primeira fase, que a disponibilidade para a ministração das vacinas seja "pouca", mas, à semelhança de outros países, essa disponibilidade aumentará durante a primavera. 

Esperamos que no terceiro trimestre do ano a estratégia esteja implementada. Estamos a falar de várias vacinas em que depositamos muitas esperanças, mas que temos de entendê-las como mais uma forma de enfrentar esta doença", sublinha a ministra.

 

Vamos provavelmente ter de continuar a ter medidas de contenção para que a sociedade possa continuar a funcionar", afirma.

Marta Temido adiantou ainda que os portugueses não podem esperar um Natal igual aos anteriores, reforçando a ideia da importância da distância social para prevenir um aumento de contágios durante a quadra natalícia.

Por muito que a situação epidemiológia melhore, não vamos conseguir ter um Natal como os outros", afirmou Mata Temido, sublinhando que ainda "é cedo" para anunciar as restrições que irão estar em vigor na época festiva.

Questionada sobre o porquê de Portugal ainda não ter um plano para quebrar cadeias de transmissão, ao contrário de outros países, a ministra da Saúde destacou que "alguns países que adotaram medidas de contenção mais agressivas mais cedo, estão neste momento a conseguir antecipar a situação no mês de dezembro", nós, referiu, "também estamos a trabalhar nesse sentido".

Estamos ainda a lutar para chegarmos o melhor possível aos primeiros dias de dezembro, vale a pena recordar que precisamos de nos concentrar em quebrar cadeias de contágio da doença", reforçou Temido.

Henrique Magalhães Claudino / Atualizada às 17:37