A presidente da câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, rejeita a ideia de que a espuma branca no leito do rio possa ter sido causada por uma descarga inadvertida de lamas da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Abrantes.

Há uma mancha de poluição, com meio metro de altura, que cobre o rio Tejo junto à queda de água de um açude insuflável, há cinco dias, segundo associações ambientalistas.

Relativamente aos parâmetros da cor, do cheiro e da formação de espuma espessa no rio, não se verificam exclusivamente no território do concelho de Abrantes. Verificam-se a montante do rio", refere a câmara municipal, em comunicado, salientando que "a formação de espuma espessa na água é sempre mais visível no açude de Abrantes e na zona de Alvega porque, naturalmente, nas quedas de água a espuma é sempre mais potenciada".

No comunicado, "a Câmara Municipal manifesta o seu veemente desagrado com as informações que apontam uma fonte poluidora do Rio Tejo na zona de Abrantes estando na origem do manto de espuma no rio"

Os episódios de poluição no Rio Tejo são sistémicos e não pontuais, pelo que refutamos qualquer insinuação nesse domínio.
Não há descargas de lamas que provoquem o cenário dantesco verificado ontem e hoje, porque se assim fosse os episódios de poluição no Tejo eram circunscritos à área do concelho de Abrantes. Ora, o que assistimos ontem, hoje e com frequência, reporta-se a focos de poluição a montante do Tejo que chegam a Abrantes identificados com os parâmetros já sobejamente conhecidos: cor acastanhada e espuma espessa"
, salienta a autarquia no comunicado, publicado antes da reunião na tarde desta sexta-feira com o ministro do Ambiente.

A câmara defende-se, lembrando estar-se perante "um problema que não é apenas do território de Abrantes" e para o qual tem vindo a alertar.

Na defesa das populações ribeirinhas e do ecossistema associado a este tão importante recurso nacional, refutamos esta poluição, e queremos fazer também prova disso, pelas démarches que temos vindo a fazer ao longo dos últimos anos, nomeadamente junto do governo para ultrapassar esta questão", salienta o comunicado.