João Paulino, o ex-fuzileiro suspeito de ter liderado o roubo do armamento militar de Tancos, foi libertado esta segunda-feira. A decisão, confirmada pelo seu advogado à TVI, foi tomada porque esta terça-feira cumpria-se o prazo máximo de prisão preventiva.

O suspeito, que, segundo a acusação, foi um dos mentores do furto do armamento dos paióis de Tancos, saiu da cadeia cerca das 18:30, ficando com a medida de coação de apresentações periódicas às autoridades.

João Paulino encontrava-se detido no Estabelecimento Prisional de Lisboa desde dezembro de 2018.

O Ministério Público acusa-o de ter entrado nos paióis de Tancos e de ter roubado material de guerra que depois escondeu num terreno de familiares em Tomar. 

A fase de instrução do processo relativo ao assalto de Tancos será prolongada até ao final de fevereiro, altura em que o juiz Carlos Alexandre decidirá se o caso segue para julgamento.

Em 22 de janeiro, João Paulino decidiu não prestou declarações na fase de instrução. Um silêncio justificado pelo facto de o seu advogado ainda não ter tido acesso às ações encobertas realizadas pela Polícia Judiciária (PJ) na investigação.

 
Inês Pereira