O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, admitiu esta segunda-feira a possibilidade dos militares portugueses em missão no Iraque regressarem mais cedo, caso não seja retomado o programa de formação militar naquele país.

O governante, que assumiu esta posição em entrevista ao jornal Público e Rádio Renascença, disse esta segunda-feira , na Base Área de Monte Real, no distrito de Leiria, que os militares "estão lá para, efetivamente, cumprir uma missão de formação que atualmente está suspensa.

Estamos agora, e nas próximas semanas, em consultas estreitas com os nossos aliados e parceiros para ver se há condições para retomar a formação. Se não houver, não há fundamento para a missão continuar e, nesse caso, regressam", assumiu.

De acordo com o ministro da Defesa Nacional, se for possível retomar a formação, os militares portugueses continuam com a sua missão no Iraque.

Neste momento, ainda há muito fluxo na análise da situação, há alguma volatilidade e incertezas. Vamos aguardar até que a situação estabilize para podermos tomar uma decisão sobre o regresso antecipado dos militares ou a sua continuidade", sublinhou.

Sem adiantar datas, João Gomes Cravinho disse que a tomada de decisão pode durar, aproximadamente, uma ou duas semanas, "atendendo àquilo que é o período [de missão] do contingente", que saiu em novembro e estava previsto regressar em maio.

As declarações do ministério da Defesa Nacional foram proferidas à margem da cerimónia de oficialização da venda de cinco aviões militares F-16 à Roménia, num negócio de 130 milhões de euros.

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