A GNR esclareceu, nesta terça-feira, a posição da Guarda sobre as agressões ao repórter de imagem da TVI na noite de segunda-feira, no recinto do Moreirense, após o final do jogo com o FC Porto, que teriam sido presenciadas pelos militares presentes no local.

Em esclarecimento enviado à TVI, a GNR diz que o militar a quem o repórter de imagem pediu ajuda "não presenciou as agressões", mas que "rapidamente" tentou "acalmar os ânimos" quando se apercebeu do "pedido de auxílio".

No final do jogo de futebol entre o Moreirense e o Futebol Clube do Porto, no parque técnico do estádio do Moreirense, um militar da Guarda Nacional Republicana, ao aperceber-se do pedido de auxílio do operador de câmara, rapidamente se aproximou do local, tendo acalmado os ânimos dos intervenientes. Esclarece-se que o militar não presenciou as agressões, tendo sido identificados ambos os intervenientes e informados do direito de queixa."

 A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu, nesta terça-feira, um inquérito para apurar os factos relativamente a estas agressões.

O autor da agressão foi Pedro Pinho, empresário que integrava a comitiva dos dragões, e que foi sócio de Alexandre Pinto da Costa, filho de Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do clube portista.

Segundo os especialistas, este episódio pode configurar um crime de ofensa à integridade física qualificada, tratando-se ainda de um crime público, por se tratar de uma agressão a um jornalista durante o desempenho da sua função.

Pedro Pinho confessou-se, entretanto, “arrependido” e disponível para “ressarcir a TVI”, devido aos danos materiais provocados. A posição foi transmitida no local, por Vítor Baía, diretor do clube que se dirigiu “diplomaticamente” à equipa da TVI após a agressão.

O presidente do FC Porto ligou ao diretor de informação da TVI para condenar a agressão.

Condenações que chegaram também do Sindicato dos Jornalistas e da Associação de Jornalistas de Desporto.

O ministro da Educação e do Desporto, Tiago Brandão Rodrigues, também já se pronunciou sobre as agressões a Francisco Ferreira, considerando o momento "absolutamente reprovável".

Lisete Reis / CM