A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu, esta terça-feira, um inquérito para apurar os factos relativamente às agressões ao repórter de imagem da TVI, Francisco Ferreira, após o jogo entre o Moreirense e o FC Porto, ainda no recinto de Moreira de Cónegos.

O autor da agressão foi Pedro Pinho, empresário que integrava a comitiva dos dragões, e que foi sócio de Alexandre Pinto da Costa, filho de Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do clube portista.

Segundo os especialistas, este episódio pode configurar um crime de ofensa à integridade física qualificada, tratando-se ainda de um crime público, por se tratar de uma agressão a um jornalista durante o desempenho da sua função.

Pedro Pinho confessou-se, entretanto, “arrependido” e disponível para “ressarcir a TVI”, devido aos danos materiais provocados. A posição foi transmitida no local, por Vítor Baía, diretor do clube que se dirigiu “diplomaticamente” à equipa da TVI após a agressão.

O presidente do FC Porto ligou ao diretor de informação da TVI para condenar a agressão.

Condenações que chegaram também do Sindicato dos Jornalistas, da Associação de Jornalistas de Desporto, da Federação Portuguesa de Futebol, da Associação Nacional de Agentes de Futebol (ANAF) e da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), juntamente com os clubes Sporting e Benfica.

Luís Varela de Almeida