A Praia da Baía, em Espinho, continuará interditada a banhos até ao final de terça-feira, revelou o coordenador da proteção civil, após análises às águas que provocaram alergia em oito crianças.

Esse desaconselhamento temporário da ida a banhos surge depois de esta quarta-feira as referidas crianças, com idades entre os sete e 10 anos, terem evidenciado prurido e urticária na pele imediatamente após a sua passagem pelo mar.

Segundo a autarquia, as análises regulares às águas locais ainda no dia anterior tinham dado resultados normais, mas, após a intervenção de bombeiros e profissionais médicos na assistência às crianças, o acesso ao mar da Baía e da praia seguinte, em direção à Rua 37, foi imediatamente barrado pelas autoridades.

Seguiram-se novos testes laboratoriais à água por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e os resultados foram esta tarde divulgados por Pedro Louro, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e comandante dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Espinho: “Com base nos resultados das análises, a Praia da Baía continuará interditada até ao dia 31 de agosto, inclusive”.

Esse responsável não sabe especificar que elementos foram detetados na composição da água para justificar o desaconselhamento de banhos, mas realça que agora só fica desaconselhada a atividade aquática nos cerca de 100 metros de comprimento da Praia da Baía, repondo-se este sábado a normalidade na porção de costa imediatamente a sul.

“O areal da Baía continua a poder utilizar-se normalmente”, acrescenta Pedro Louro.

Quanto à vigilância da praia, para garantia de que nenhum banhista entre no mar até à próxima quarta-feira, “esse controlo caberá entretanto à Polícia Marítima”.

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