As autoridades de saúde confirmaram este domingo a presença da nova estirpe do vírus do Reino Unido na Madeira.

De acordo com um comunicado a que a TVI teve acesso, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge afirma que a nova variante foi detetada em viajantes que chegaram à Madeira provenientes do Reino Unido.

Esta identificação só foi possível graças ao trabalho desenvolvido pelo Centro de Rastreio do Aeroporto Internacional da Madeira o qual permite rastrear, identificar e encaminhar para isolamento casos positivos, quando detetados", sublinha o comunicado.

O comunicado refere ainda que a região vai continuar a vigiar a chegada dos passageiros, cumprindo as orientações da Direção-Geral da Saúde, "diminuindo assim o risco de contágio pelo novo coronavírus na região".

A autoridade pede que se reforçe o cumprimento das medidas de segurança durante a quadra festiva. "É importante celebrar a festa natalícia em casa, mas de forma segura", remata.

A nova variante do SARS-CoV-2 não tem mais riscos de complicações hospitalares, nem de letalidade, mas é mais transmissível, o que a torna “mais preocupante”, afirmou a ministra da Saúde em conferência de imprensa no dia 21 de dezembro.

Através de estudos da caráter epidemiológico laboratorial realizados pelo Reino Unido e dos seus dispositivos foi possível identificar uma variante do SARS-CoV-2 que reúne “uma série de especificidades que a torna mais transmissível”.

Aquilo que nos tem sido informado é que será uma variante que não tem mais riscos de complicações hospitalares do que as anteriores, que não terá mais risco de letalidade que as anteriores, mas que terá uma capacidade de se introduzir no organismo e se de multiplicar mais acentuada do que as anteriores”, sublinhou a ministra Marta Temido.

De acordo com a ministra, o risco de transmissão efetiva (RT) de 0,4% e também de “uma transmissibilidade significativa na população” da nova variante, isso torna-a “mais preocupante”.

Na sequência da deteção desta nova variante, Portugal restrições a voos provenientes do Reino Unido. As novas medidas entraram em vigor no dia 21 de dezembro e passam pela autorização de entrada em Portugal apenas a cidadãos nacionais, que, ainda assim, devem trazer um teste laboratorial negativo.

A Organização Mundial da Saúde já garantiu que a nova estirpe não deve afetar o impacto das vacinas no sistema imunitário e afirma que a situação não está fora de controlo. No entanto, Tedros Adhanom Ghebreyesus pediu aos países que mantenham as orientações de segurança.

Na sequência da identificação desta nova variante do SARS-CoV-2, diversos países, dentro e fora da Europa, decidiram suspender as ligações, nomeadamente aéreas, com o Reino Unido, uma lista que tem vindo a aumentar nas últimas horas.

Por consequência, milhares de camionistas ficaram retidos em Inglaterra depois de o governo francês ter decretado uma suspensão de 48 horas de todas as entradas através do Porto de Dover. Estima-se que cerca de 300 motoristas portugueses tenham ficado retidos na fronteira.

A estirpe britânica do vírus já foi também detetada, pelo menos, na Suécia, Itália, Holanda, Alemanha, França, Espanha e no Japão. 

Grande parte da União Europeia (UE) começou a vacinação contra a covid-19 no domingo, numa ação que será desenvolvida de forma gradual e cuja primeira fase incidirá sobre as pessoas mais vulneráveis, idosos ou profissionais de saúde especialmente expostos a infeções.