A Câmara de Cascais vai apoiar cada um dos empresários afetados pelas inundações no sábado em até 7.500 euros, devendo começar a fazer os primeiros pagamentos na terça-feira, foi esta segunda-feira anunciado pelo presidente do município.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Carreiras (PSD) explicou que ainda está a ser feito o levantamento dos estragos provocados pela depressão Karim, adiantando que o fundo municipal de emergência (através do qual serão dados os apoios) poderá ser ampliado, além dos 100 mil euros previstos e já aprovados.

Hoje de manhã já ocorreram reuniões com os empresários afetados. Está a ser feito o levantamento dos estragos produzidos, assim como também as coberturas de seguro que cada um tem para fazer face ao prejuízo. […] Ficou definido que pelo menos até ao montante de 7.500 euros será feito esse suporte contra a apresentação, naturalmente, de faturas”, adiantou.

De acordo com o autarca social-democrata, cerca de 20 empresários foram afetados pelas inundações.

São cerca de duas dezenas de estabelecimentos que foram afetados e é nesses que estamos a fazer as visitas e a fazer os levantamentos. […] Espero poder até amanhã [terça-feira] já fazer os primeiros pagamentos a cada um dos empresários que estão envolvidos”, salientou.

No domingo, a autarquia, no distrito de Lisboa, avançou com a constituição de um fundo de apoio aos comerciantes e particulares afetados pelas inundações que ocorreram no sábado, disponibilizando 100 mil euros, com a possibilidade de reforço desta verba.

O fundo será regulamentado e atribuído após serem desenvolvidas as auscultações dos comerciantes e particulares e da aferição de cobertura de seguros dos mesmos”, determinou o presidente da Câmara de Cascais.

Segundo Carlos Carreiras, o apoio serve como “uma forma de alento” aos empresários locais e a outros investidores que “estão com a atividade fechada a largos meses” e “com forte perda nas receitas”, devido ao contexto pandémico.

Na sequência da depressão Karim, o concelho de Cascais registou no sábado, de acordo com o município, maior pluviosidade do que nas grandes cheias de 1983, verificando-se inundações em habitações e estabelecimentos comerciais, sobretudo no centro da vila.

Para se ter uma ideia, choveu bastante mais do que tinha chovido nas grandes cheias de Cascais em 1983 e isso provocou algumas situações não da gravidade de 1983, mas ainda assim algumas situações pontuais", disse à Lusa Carlos Carreiras.

Entre as ocorrências, a inundação de uma casa na freguesia de Carcavelos levou à retirada de cinco pessoas, que precisaram de ser realojadas. O município disponibilizou alojamento, mas não foi necessário porque optaram por ficar em casa de familiares.

Houve também situações na serra, houve uma árvore que caiu na linha férrea Cascais - Lisboa e depois situações pontuais, mas sem uma preocupação de maior", indicou o autarca, referindo que algumas casas também tiveram algumas inundações ao nível das caves.

Entre as 08:00 e as 23:59 de sábado, a Proteção Civil registou 828 ocorrências relacionadas com o mau tempo, desde inundações a quedas de árvores e estruturas, sendo que metade das situações ocorreu no distrito de Lisboa, com “53% ocorrências nacionais”.

A maioria das situações estavam relacionadas com inundações, quedas de árvores e quedas de estruturas, mas também "houve situações em que foi necessário fazer limpeza de vias", disse à Lusa Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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