O Programa Operacional de Apoio às Pessoas mais Carenciadas (POAPMC) do Estado já não está a conseguir dar resposta a todas as necessidades. Existem filas de espera em todo o país. 

De acordo com o jornal Público, devido à pandemia de covid-19, este programa de combate à fome foi reforçado, até porque o número de beneficiários passou de 60 mil para 120 mil ao longo do ano passado.

Isto significa que, em várias zonas do país, a procura ultrapassa a oferta e há listas de espera em todo o país, algumas com largas centenas de pessoas.

Responsável pela distribuição de cabazes na Caparica e na Trafaria, a Santa Casa da Misericórdia de Almada  pessoas antes da pandemia. Atualmente, com o reforço do programa, abrange 556.

Mesmo assim, não chega (...) Temos 270 em lista de espera", afirmou a técnica responsável, Sandra Morais.

Mesmo ao lado, no Seixal, no Centro Paroquial de Bem Estar Social da Arrentela houve um aumento de 209 para 418 pessoas. Neste momento, 164 estão em lista de espera. 

No Porto, na Associação Nacional de Ajuda aos Pobres, o cenário é idêntico. São entregues cabazes a 1200 pessoas, mas mais de 300 estão "de fora "por falta de vagas ou de critérios”.

Em resposta ao Público, o ministério do Trabalho, tutelado por Ana Mendes Godinho, disse que as famílias mais carenciadas poderão recorrer, em alternativa, ao apoio das cantinas e dos serviços de ação social.

Cláudia Évora