A um dia da final da maior competição europeia de clubes de futebol, milhares de adeptos não conteram a euforia e invadiram as ruas do Porto para festejar principalmente o sucesso do Chelsea e do Manchester City, mas também o bom tempo e a abertura das restrições aos turistas vindos do Reino Unido.

As primeiras movimentações fizeram-se logo sentir de manhã quando centenas de britânicos aproveitaram a manhã de sol para entoar cânticos vindos do peito nas esplanadas da Ribeira do Porto. Com vista para o Douro, quase todas as mesas das esplanadas estavam cheias.

A maioria, jovens rapazes, cantavam ora músicas da pop britânica, ora cânticos das equipas e o recheio das mesas era, principalmente, copos de cerveja e uísque, mas também havia clientes a pedir bifes.

A festa intensificou-se por volta das 20:00 horas, momento em que foi possível observar grandes ajuntamentos em várias ruas da Invicta. De acordo com as imagens recolhidas pela TVI, o uso da máscara era pouco frequente e, em alguns momentos, totalmente inexistente.

Com o fecho dos bares às 22:30 horas, os gritos de júbilo começaram a desvanecer um pouco, ainda que fosse registado pela Polícia de Segurança Pública alguns ajuntamentos perto de zonas de restauração. Para evitar que as comemorações se prolongassem pela noite fora, a polícia foi porta a porta e obrigou os estabelecimentos a fechar.

Ainda assim, pelas 23:00 horas ainda era possível ver alguns ajuntamentos perto de bares e vários grupos a afastarem-se da zona de intervenção da PSP. A força adiantou mesmo que "não foram registados incidentes" - como os de esta quinta-feira - e que os eventuais desacatos foram dispersados rapidamente.

Apesar de ser obrigatório o uso de máscara no espaço público, a polícia não executou multas, tendo como prioridade a manutenção da ordem pública.

No seu habitual espaço de comentário, o presidente da Câmara Municipal do Porto olhou para os incidentes que envolveram os adeptos britânicos que se encontram na cidade do Porto e desvalorizou os conflitos, sublinhando que neste tipo de eventos “escaramuças” acontecem sempre.

Não é diferente daquilo que se sucede quando há eventos desta natureza. Recordo que, quando temos competições internacionais – e os britânicos são particularmente propensos a este tipo de atividade – aquilo que acontece sempre é haver, aqui e ali escaramuças”, explicou.

O comentador questionou ainda o porquê de manter a restrição de obrigar os restaurantes a fechar as portas às 22:30, dando o exemplo do Algarve que não terá capacidade para dar contar de tantas pessoas durante o verão se estes horários se mantiverem.

A PSP revelou ainda ao final da tarde desta sexta-feira em conferência de imprensa que está a monitorizar a chegada de voos do Reino Unido e que está a ser utilizado "o policiamento adequado" para o número conhecido de adeptos que chegam ao Porto para ver a final da Liga dos Campeões.

Questionada sobre a quantidade de visitantes que devem chegar no total, a PSP recusa-se a dizer o número em concreto, destacando apenas que "são bastantes". 

Com a missão de "garantir" a segurança, foi montado um dispositivo de segurança que inclui duas "fan meeting points". Esta estratégia foi concebida a partir de uma "discussão em conjunto", mas Paula Peneda, comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, admite que o tempo de preparação foi pouco.

Foi uma discussão que tivemos em conjunto com o pouco tempo que tivemos". As 'fan meeting points' têm espaço para albergar "6 mil adeptos de cada equipa, foi uma forma de termos as pessoas mais controladas", explica a comandante.

Esta sexta-feira, a TVI apurou que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro recebeu 27 voos vindos do Reino Unido. Muitos dos viajantes não vão ter bilhete para o encontro e preparam-se para fazer a festa nas ruas da cidade.