O advogado dos dois portugueses detidos em Gijón afirmou esta quarta-feira que os seus clientes estão a viver uma situação dura, mas que estão convictos de que não cometeram nenhum delito, depois de terem sido detidos pela suposta violação de duas jovens espanholas. O caso conta ainda com outros dois suspeitos, também portugueses, mas que acabaram por sair em liberdade.

Germán Inclán lembra que os suspeitos nunca tiveram qualquer problema com a Justiça, e garante que os quatro rapazes não querem dar mais informações sobre as suas identidades, além daquilo que já se sabe: são quatro jovens portugueses naturais de Braga.

Sobre a prova que a defesa já terá apresentado, e que se baseia em grande parte num vídeo de todo o encontro, o advogado diz que essas imagens "contrariam a versão das raparigas".

Temos o testemunho dos rapazes, mas também um vídeo em que as imagens contrariam a versão das raparigas. Esse vídeo foi gravado poucos instantes antes delas abandonarem a casa de forma voluntária. Portanto, a lógica indica que, se é um vídeo onde não há violência, agressões, intimidação, ameaças ou insultos, antes pelo contrário, o vídeo não reforça a versão das raparigas", assegura, acrescentando que não foi possível que os alegados factos tenham ocorrido depois da gravação das imagens.

Tal como já havia dito durante a manhã, Germán Inclán referiu que vai apresentar um recurso para que os dois detidos possam sair sob fiança, ou, caso esse pedido não seja aceite, uma transferência dos reclusos para uma prisão portuguesa.

A aproximação do mês de agosto e as férias judiciais pode ser um problema, mas o advogado diz que a gravidade da situação pode acelerar um pouco o processo.

É de esperar uma demora superior ao habitual, mas espero que a primeira decisão possa ser conhecida dentro de 15 ou 20 dias", adiantou.

Questionado sobre a razão que leva a que apenas dois dos quatro portugueses tenham ficado em prisão preventiva, o advogado refere que a gravidade dos atos que lhes imputam é diferente, até porque as acusações das raparigas serão diferentes consoante cada um dos jovens.

Desta forma, e caso venham a ser condenados, cada um deverá ter uma moldura penal "individualizada".

António Guimarães