O comando do Exército aceitou o pedido de apoio judiciário feito pelo diretor da Polícia Judiciária Militar e nomeou como seu representante legal o coronel na reserva Rui Baleizão, que já estava a acompanhar o militar.

Neste caso foi requerido apoio judiciário que é prestado por um advogado indicado pelo Exército”, disse à Lusa a porta-voz do ramo, major Elisabete Silva, acrescentando que foi indicado o coronel na reserva Rui Baleizão como “representante legal” do coronel Luís Vieira.

Rui Baleizão já estava a acompanhar Luís Vieira durante o dia de quinta-feira, em que prestou declarações perante o juiz, no âmbito da Operação Húbris, que investiga o aparecimento do material de guerra furtado em Tancos.

O advogado do diretor da Polícia Judiciária Militar reiterou, à saída do tribunal, a inocência do seu cliente, que, disse, "tentou esclarecer os factos" durante o depoimento.

Para além de Luís Vieira, os mandados de detenção visaram outros três responsáveis da PJM, um civil e três elementos da GNR.

Fonte ligada à investigação referiu que está a ser investigada uma alegada encenação montada para simular a descoberta e recuperação das armas pela PJM.

Os oito detidos no âmbito desta investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público foram identificados na quinta-feira pelo Juiz de Instrução criminal, João Bártolo, o responsável pela aplicação das medidas de coação aos arguidos.

Segundo o Ministério Público, em causa estão “factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas”.