O Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SINSEF) revelou, esta terça-fira, que a greve obrigou ao reagendamento de 1.700 atendimentos e que o serviço de documentação está a aceitar pedidos apenas para novembro.

Numa nota, o SINSEF critica a estratégia da direção nacional do SEF, dizendo que esta “assenta no reforço indiscriminado” de efetivos policiais e que existe “um desnível” entre o número de inspetores e elementos da área documental.

O sindicato lembra que a greve efetuada em 2018 obrigou a 1.700 remarcações e que, atualmente, os serviços de documentação do SEF estão a agendar pedidos para novembro.

A esta situação, acrescesta o SINSEF, “22 elementos da carreira documental encontram-se em vias de mobilidade para outros organismos, representando uma baixa significativa e um prolongamento dos atendimentos e respostas aos processos.

O sindicato que representa cerca de 500 trabalhadores não policiais do SEF, de um universo de 1.500, “volta a alertar a tutela e a sociedade para os perigos inerentes a este desequilíbrio salarial e de carreira, numa área fundamental para a segurança, livre-circulação de pessoas e legalização de emigrantes.

Integrar estes profissionais com funções administrativas na lei orgânica e estatuto profissional da força de segurança é garantir segurança a Portugal, segundo o SINSEF.