Numa altura em que a variante Delta é responsável pela esmagadora maioria das infeções por covid-19, são vários os estudos que apontam que uma vacinação incompleta pode deixar as pessoas mais vulneráveis a uma infeção.

Nesse sentido, e no esquema vacinal da Pfizer e da Moderna, o coordenador da task force diz que "faz todo o sentido se eu puder encurtar o período entre doses".

Dessa forma, Henrique Gouveia e Melo anunciou que foi pedido à Direção-Geral da Saúde que se pudesse encurtar esse mesmo prazo, que nesta altura é de 28 dias, tendo sido de 21 dias numa fase inicial.

Aliada à variante Delta está a incidência, o número de casos por 100 mil habitantes que está acima do limite definido pelo Governo, sendo que outro dos objetivos da task force passa precisamente por controlar esse parâmetro.

A segunda dose é muito efetiva na prevenção da doença e no combate à incidência", referiu Gouveia e Melo.

Esta será também a solução para que se concretize o plano da vacinação nas faixas etárias mais jovens.

Para concretizar o plano que está desenhado para que os jovens começarem o ano letivo já com a segunda dose, preciso de encurtar o prazo entre doses”, disse o vice-almirante.

Em declarações à margem de uma ação de promoção da vacinação com jovens, no Parque das Nações, em Lisboa, o líder da equipa de logística da vacinação recordou que já foi reduzido anteriormente o prazo entre tomas das duas doses da vacina da AstraZeneca e defendeu uma decisão similar para a vacina da Pfizer, sobretudo perante a chegada de um milhão de vacinas dessa farmacêutica.
 

António Guimarães