Matemático e professor na faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa considerou, esta quarta-feira, na TVI24, que o facto de Portugal não ter feito um confinamento mais restritivo, nesta fase, vai servir de plataforma de arranque para a terceira vaga em Portugal.

Carlos Antunes recordou os elevados números de contágios e de óbitos no país fazem com que o país esteja numa posição muito precária para lidar com a possibilidade de uma terceira vaga, que considera provável chegar a Portugal, mais tarde ou mais cedo.

Se apanharmos agora uma terceira vaga, vamos arrancar de um patamar muito elevado que vai sobrecarregar muito o Serviço Nacional de Saúde”, frisou.

O matemático alertou ainda para o perigo da variante descoberta no Reino Unido e que já está presente em Portugal, algo que poderá servir de arranque para uma terceira vaga da pandemia, mais forte do que as duas anteriores.

Se no passado não conseguimos parar a outra variante, não me parece que agora consigamos parar as outras variantes. Esta variante, com as características que conhecemos, representa um aumento de incidência na ordem dos 56%”, alertou.

Para o especialista, a terceira vaga não é uma questão de “se”, mas sim uma questão de quando. No entanto, sublinha que o impacto que esta vaga terá vai depender da reação das autoridades portuguesas. Para amenizar esse impacto, Carlos Antunes acredita que, ao contrário do que se passou no Natal, não deve haver uma pausa no processo de testagem.

Alta incidência em Portugal serve de arranque para uma terceira vaga da pandemia”, explicou.

Para travar o surgimento da terceira vaga, o professor apela para que as autoridades se foquem em seguir as linhas de contágio e para que se aumentem as medidas restritivas individuais e coletivas.