Há mais uma versão sobre o desentendimento entre PSP e GNR na escolta da carrinha de distribuição de vacinas em Évora. Fonte da Polícia de Segurança Pública disse, nesta quarta-feira, à TVI que a culpa foi da Guarda, que não cumpriu o que está definido no documento da Segurança Interna, que dita as regras para o transporte das vacinas da covid-19.

Tudo começou a sete quilómetros do hospital de Évora, na segunda-feira. A carrinha com as vacinas circulava no sentido Montemor-o-Novo-Évora e, segundo fonte da PSP, foi nesse ponto, na Estrada Nacional 114, junto à Quinta de São José de Peramanca, que a escolta de segurança que até ali estava a ser feita pela GNR devia ter passado para a PSP, como vem definido no documento do Sistema de Segurança Interna a que a TVI teve acesso.

No âmbito da escolta de acompanhamento de segurança, a GNR assegura a proteção dos bens em deslocamento na sua AR (área). A partir do ponto de transição da AR , a escolta-acompanhamento de segurança é da responsabilidade da PSP", pode ler-se no ponto 5.

O mesmo documento define dois níveis de policiamento: o desembaraçamento do trânsito e a segurança à carrinha com as vacinas.

No que diz respeito à fluidez do trânsito são sempre os elementos da GNR, mas a escolta de segurança é dividida entre PSP e GNR, dependendo da área de jurisdição de cada uma das forças.

Esta norma levantou, inclusive, dúvidas à GNR durante a reunião com o Sistema de Segurança Interna, como consta na nota de rodapé do documento.

A GNR manisfestou preocupação devido a potenciais fragilidades, decorrentes da troca de elementos de segurança", diz a nota.

Na segunda-feira, fonte da GNR disse à TVI que o comissário da PSP deu ordem para os militares saírem da posição de desembaraçamento do trânsito. Já a fonte da PSP disse que a GNR acelerou e não desmobilizou os meios de segurança.

A fonte da PSP referiu, ainda, que não houve uma barreira à viatura das vacinas à porta do hospital de Évora, apenas um posicionamento para fazer a escolta de segurança para a saída, tal como está no documento da Segurança Interna.

O caso, recorde-se, está sob inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna.

Ao que a TVI apurou, foram já feitas 150 entregas de vacinas respeitando as regras de escolta de trânsito e de segurança sem qualquer problema, com a excepção do caso de Évora.

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