O incêndio de grandes dimensões numa fábrica de plásticos de Formariz, Paredes de Coura, mantinha-se ativo às 17:00, quatro horas após ter deflagrado, mas já confinado, disse à agência Lusa o comandante operacional de socorro de Viana do Castelo.

“O pior já passou. O incêndio mantém-se ativo, mas confinado ao armazém do produto acabado”, afirmou o comandante Marco Domingues, confirmando que não há vítimas e se desconhece, por ora, as causas do sinistro, iniciado às 12:50.

Marco Domingues disse não poder prever quando é que as operações no local serão dadas por concluídas.

“Mantemos os trabalhos, que serão bastante prolongados. Tudo depende da evolução do comportamento do próprio fogo, de infraestruturas poderem ruir e de outras situações inopinadas que possam surgir”, avisou.

O comandante referiu as dificuldades em conseguir água suficiente para um combate eficaz às chamas, pelo que foi pedido o apoio de autotanques de várias corporações não só do distrito de Viana do Castelo, a que pertence Paredes de Coura, mas também de Braga.

As dificuldades resultaram também de se tratar de uma indústria que trabalha com químicos, o que levou a estrutura de comando a chamar ao local especialistas em matérias perigosas do distrito de Braga.

No pico do combate às chamas, duas horas após o início, o combate às chamas mobilizava 96 operacionais, apoiados por 34 viaturas, mas às 17:00 os meios tinham reduzido para 71 homens apoiados por 25 viaturas.

A Doureca, Produtos Plásticos, Lda., uma das empresas a operar na zona industrial de Formariz, centra a sua atividade em borrachas e matérias plásticas, trabalhando sobretudo com componentes para automóveis.

Nenhuma das outras empresas situadas mesma zona industrial foi atingida. Entre elas conta-se uma unidade, ainda em construção, da fabricante de vacinas Zendal.

/ Atualizada às 18:02