A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou esta terça-feira o referencial para o controlo da pandemia de covid-19 nas escolas para o ano letivo que arranca a 19 de setembro.

A autoridade de saúde informa que qualquer pessoa com dez ou mais anos, bem como todos os alunos do 2.º ciclo do ensino básico, independentemente da idade, deve utilizar máscara comunitária certificada ou uma máscara cirúrgica.

Já no caso das crianças do 1.º ciclo do ensino básico, a utilização de máscara passa para "fortemente recomendada".

Quanto à testagem, está previsto um plano em massa para docentes e funcionários (entre 6 e 17 de setembro), alunos do secundário (20 de setembro a 1 de outubro) e alunos do terceiro ciclo (4 a 15 de outubro).

No âmbito das medidas para as escolas, no próximo ano letivo, turmas inteiras já não vão ser obrigadas a ficar em casa durante duas semanas sempre que seja detetado um caso positivo, como aconteceu a partir de abril, quando a DGS reviu o protocolo de atuação para essas situações.

As orientações foram agora revistas, a duas semanas do início das aulas, e vão ser mais flexíveis, uma vez que os contactos considerados de baixo risco ou que testem negativo devem regressar à escola.

Segundo o referencial publicado na página da DGS, em situação de cluster ou surto, as autoridades de saúde podem determinar o encerramento de uma ou mais turmas ou zonas da escola, ou de todo o estabelecimento de ensino.

No entanto, acrescenta o documento, “os contactos de baixo risco e/ou os contactos de contactos cujos testes sejam negativos devem interromper o isolamento profilático, retomando a respetiva atividade letiva”.

Além destas medidas, o distanciamento físico sempre que possível, a organização dos alunos em “grupos bolha”, a preferência por atividades ao ar livre e a definição de circuitos são algumas de outras regras a que as escolas já se habituaram no ano passado e que deverão manter.

No próximo ano letivo, uma parte significativa dos alunos já estará vacinada contra a covid-19, depois de a DGS ter recomendado a vacinação das crianças e jovens a partir dos 12 anos, no entanto, as novas orientações não fazem qualquer distinção.

Assim, com cerca de 75% dos jovens entre os 12 e os 17 anos atualmente já vacinados com a primeira dose, todos cumprirão as mesmas regras de isolamento, utilização de máscara ou testagem.

António Guimarães