O principal arguido do caso “Farfalha” foi esta segunda-feira condenado a 11 anos de prisão efetiva, pelo Tribunal Judicial de Ponta Delgada, nos Açores, pelos crimes de violação, abuso sexual e recurso à prostituição de menores.

Antigo pintor de construção civil, de 52 anos, começou na quinta-feira a ser julgado por um tribunal coletivo, numa audiência que decorreu à porta fechada. À saída da primeira audiência, o arguido negou todas as acusações.

O arguido, conhecido por “Farfalha”, que se encontra aposentado por invalidez, foi condenado em 2005 pelo Tribunal Judicial de Ponta Delgada pela prática de vários crimes de abuso sexual de crianças, de abuso sexual de adolescentes, de violação e de atos exibicionistas, na pena única de prisão de 14 anos, a qual cumpriu, tendo saído em liberdade condicional em 2013.

Já em abril do ano passado, o Ministério Público (MP) deduziu acusação contra o homem imputando-lhe a prática de três crimes de violação de menores, um crime de coação sexual de menor, dois crimes de recurso à prostituição de menores e um crime de tráfico de estupefacientes agravado, factos que remontam ao ano de 2017, altura em que os três ofendidos tinham menos de 18 anos de idade.

Além deste arguido, o processo de 2005 de abuso sexual de menores da Lagoa, ilha de São Miguel, envolveu ainda mais 17 homens que supostamente frequentavam uma garagem propriedade de “Farfalha”, num processo que envolvia ainda cerca de duas dezenas de menores.

Esta segunda-feira, após a leitura do acórdão, os jornalistas tentaram obter uma reação da advogada de "Farfalha" para saber se este irá ou não recorrer da pena, mas tal não foi possível.

/ CE