Um recluso a cumprir pena de prisão por um crime de abuso sexual de crianças foi condenado, no Tribunal de Aveiro, a oito anos e dois meses de cadeia por um crime idêntico praticado sobre outra vítima.

Segundo o acórdão proferido na terça-feira e a que a Lusa teve hoje acesso, o coletivo de juízas condenou o homem pela prática de três crimes de abuso sexual de menores.

Além da pena de prisão, o arguido, fisioterapeuta de profissão, terá de pagar uma indemnização de 10 mil euros à vítima, atualmente com 22 anos.

A acusação do Ministério Público (MP) refere que os abusos começaram em 2006, quando a criança tinha 7 anos, e ocorreram em casa do arguido, no concelho de Aveiro.

De acordo com a investigação, o arguido praticou os crimes aproveitando-se da amizade que mantinha com a mãe da vítima, uma médica, que deixava a filha ao seu cuidado sempre que trabalhava no turno da noite ou aos fins de semana.

Quando completou 10 anos, a menor contou o que se passava a duas colegas da turma e com a ajuda destas acabou por contar à sua mãe, e a partir daí nunca mais voltou para casa do arguido.

Depois disso, em 2012, o arguido, que, entretanto, foi convidado pela mãe da vítima para trabalhar como fisioterapeuta num consultório em sua casa, ainda voltaria a abusar da rapariga, então com 13 anos, forçando-a a ter relações sexuais.

Antes deste julgamento, o arguido já estava a cumprir uma pena de seis anos e meio de prisão, a que foi condenado em 2013, também no Tribunal de Aveiro, por ter abusado sexualmente de uma menina de 12 anos, sua vizinha.

Após a leitura do acórdão, o homem ficou a aguardar em liberdade o trânsito em julgado da decisão e fugiu para o Brasil onde foi capturado em 2015 pela Polícia Federal brasileira, tendo sido depois extraditado para Portugal para cumprir a pena.

/ RL