Um operário ficou com sequelas permanentes de grande gravidade quando caiu de uma altura de cinco metros, ao reparar um telhado, por culpa do seu chefe direto e da entidade empregadora, acusa o Ministério Público (MP) de Barcelos.

O despacho de acusação, hoje divulgado na página de Internet da Procuradoria Geral Regional do Porto, reporta-se a factos de 04 de outubro de 2013, na freguesia de Vila Seca, concelho de Barcelos (Braga), ocasião em que o trabalhador da sociedade arguida se encontrava no cimo do telhado de um pavilhão industrial retirando chapas e caiu desamparado.

Como consequência destes factos, afirma o MP, “sofreu a vítima lesões muito graves que puseram em perigo a sua vida e que lhe determinaram sequelas permanentes também de grande gravidade”.

Ainda segundo a acusação, a vítima estava a realizar trabalhos no telhado “seguindo determinações do arguido chefe de equipa, sem que este, como responsável, garantisse estarem asseguradas as necessárias medidas de proteção individuais de segurança, nomeadamente linha de vida, escadas de rojo e escadas de telhador, no telhado, andaimes nas fachadas e rede de segurança no interior do edifício”.

O MP imputa à empresa do ramo da metalomecânica e construção civil e ao encarregado a prática de um crime de infração das regras de construção, dano em instalações e perturbação de serviços agravado.

/ LF