Quinze pessoas morreram na operação “Natal Tranquilo” da GNR este ano, mais do dobro da operação do ano passado, que durou menos um dia, segundo a corporação.

Os dados finais apurados pela GNR relativos à operação “Natal Tranquilo”, que decorreu entre os dias 21 e 26, apontam para 1.360 acidentes, 15 mortos, 29 feridos graves e 449 feridos ligeiros.

Segundo a GNR, a operação deste ano, que durou mais um dia do que a do ano passado, foi mais negativa a todos os níveis: mais 313 acidentes rodoviários, mais oito vítimas mortais, mais cinco feridos graves e mais 112 feridos ligeiros.

Durante a operação "Natal Tranquilo" a GNR reforçou o patrulhamento e a fiscalização nas vias com maior tráfego nesta altura do ano no país.

A operação contou com a participação de mais de 1.400 militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais.

O objetivo foi, segundo a GNR, prevenir a sinistralidade rodoviária, garantir a fluidez do tráfego e apoiar todos os utentes das vias, no sentido de lhes proporcionar uma deslocação em segurança.

Mais de 200 pessoas detidas

Mais de 200 pessoas foram também detidas e mais de 6.900 infrações detetadas durante a operação "Natal Tranquilo".

Segundo indica a GNR em comunicado, na operação deste ano, que durou mais um dia do que a do ano passado, foram feitas 218 detenções e detetadas 6.912 infrações, das quais 304 por condução sob a influência do álcool e, entre estas, 144 com taxa crime igual ou superior a 1,2 gramas/litro.

Neste período foram detidas 25 pessoas por conduzirem sem habilitação legal, detetadas 4.079 infrações por excesso de velocidade, 408 por falta de inspeção periódica e 263 por anomalias nos sistemas de iluminação ou sinalização do veículo.

A GNR informa ainda que na operação "Natal Tranquilo", durante a qual foi intensificado o patrulhamento rodoviário nas vias de maior tráfego nesta altura do ano, detetou 202 infrações por incorreta ou não utilização de cinto de segurança ou cadeirinha para transporte de crianças.

Foram ainda detetadas 189 infrações por utilização indevida do telemóvel durante a condução e 126 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.