Foram esta quarta-feira acusados pelo Ministério Público (MP) os três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sob suspeita de terem assassinado um cidadão ucraniano no aeroporto e Lisboa, a 12 de Março.

Os inspetores Luís Costa da Silva, Bruno Valadares e Sousa e Duarte Laja, todos em prisão domiciliária, respondem por homicídio qualificado, num despacho de 18 páginas em que o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP) descreve toda a cronologia dos factos, apurada pela Polícia Judiciária (PJ), desde que Ihor Homeniuk aterrou em Lisboa, não lhe tendo sido concedida autorização de entrada no país, até que acabou algemado e amarrado no Centro de Instalação Temporária do aeroporto.

Aí foi torturado com socos, pontapés e recurso a um bastão extensível – o que lhe provocou hemorragias e lesões fatais - acabando, assim, por morrer. 

Após o crime, um dos inspetores do SEF comentou: "Isto hoje, já nem é preciso ir ao ginásio".

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O caso da morte de Ihor Homenyuk levou à demissão do diretor e do subdiretor de Fronteiras do aeroporto de Lisboa pela diretora do SEF, Cristina Gatões.

Na altura, o ministro da Administração Interna considerou que houve “negligência grosseira e encobrimento gravíssimo” neste caso.