O Ministério Público deduziu acusação contra o grupo de cinco homens suspeitos de 10 assaltos a carrinhas de valores e comerciantes chineses nas zonas do Porto e de Braga.

Os suspeitos foram detidos em janeiro de 2020 e são acusados pelo Ministério Público, num despacho de julho divulgado esta terça-feira, dos crimes de roubo qualificado, explosões e detenção de arma proibida, entres outros.

A acusação considerou haver indícios de que três dos arguidos se associaram entre si com o objetivo de procederem a assaltos, contando com a colaboração pontual dos outros dois, e que se especializaram em dois tipos de assaltos.

O grupo atuava junto de carrinhas de transporte de valores, sempre pertencentes à mesma empresa, no momento de reposição de valores em caixas ATM (multibanco), e de cidadãos de origem ou nacionalidade chinesa, quando transportavam dinheiro proveniente do giro de estabelecimentos comerciais.

A acusação atribui ao grupo seis assaltos a carrinhas de valores, nas zonas de Vila Nova de Famalicão e Matosinhos, entre janeiro e novembro de 2019.

No primeiro assalto levaram os cacifos vazios, enquanto em cada um dos restantes cinco roubaram 75 mil euros, segundo ainda a acusação.

Ao grupo é ainda atribuída a responsabilidade por mais quatro assaltos a comerciantes chineses, entre julho de 2019 e janeiro de 2020, nas zonas e Braga e Matosinhos.

Nestes assaltos, terão levadas as quantias de 10 mil, nove mil, oito mil euros e “um saco com diversos maços de notas”.

Os arguidos atuavam armados e, de acordo com a acusação, furtaram “vários veículos automóveis e colocaram-lhes matrículas falsas para executarem os assaltos".

O Ministério Público pede ainda a condenação dos arguidos a pagarem ao Estado um valor superior a 382 mil euros resultado das vantagens obtidas com a prática dos crimes que lhes são imputados.

A acusação atribui a três dos arguidos a prática de 10 crimes de roubo qualificado, de dois crimes de furto qualificado, de um crime de incêndios, explosões e outras condutas especialmente perigosas, de dois crimes de falsificação e de um crime de detenção de arma proibida.

Um outro arguido é acusado da prática de dois crimes de roubo qualificado, de dois crimes de falsificação, de um crime de furto qualificado e de um crime de detenção de arma proibida.

Ao quinto elemento do grupo é atribuída a prática um crime de roubo qualificado e de um crime de falsificação.

O Ministério Público revela ainda que um dos arguidos está acusado como reincidente e encontra-se a cumprir pena de prisão. Os restantes quatro estão presos preventivamente.

/ SS