"Não confessou nem poderia confessar". É o que diz o advogado de António Fidalgo, o marido da 12ª vítima mortal de violência doméstica, Ana Paula Fidalgo, que terá morrido estrangulada, em Vieira do Minho, distrito de Braga. O homem foi ouvido esta sexta-feira no tribunal de Guimarães. 

Como sabemos, a vítima foi encontrada com sinais vitais quando foi socorrida após uma discussão com o marido e, sim ou não, com a intervenção de uma terceira pessoa que teria lá estado e que era uma presença constante e perturbadora da paz do casal".
 
À TVI, o advogado João Magalhães acrescentou que "isso é uma coisa que ainda vamos esclarecer aqui com o Ministério Público, no sentido de que seja desenvolvida a investigação para se perceber qual a intervenção dessa pessoa". 
 
Não sabemos se, sim ou não, a Polícia Judiciária já desenvolveu a inevstigação nesse sentido, porquanto essa pessoa que dizem que era um funcionário da casa, não o era, era uma pessoa muito íntima da falecida".

Ontem, o mesmo advogado tinha esclarecido que o suspeito, quando se entregou na GNR, assumiu o crime de violência doméstica e não o de homicídio: "O meu cliente não assumiu, nem assume, a autoria do homicídio. Quando se entregou na GNR, disse que agrediu a mulher, nunca disse que a matou”.

A GNR, por sua vez, tinha dito tratar-se de "um homicídio de uma mulher num quadro de violência doméstica. O marido entregou-se às autoridades e está detido”.

O alegado homicida da mulher, assassinada na última noite, em Vieira do Minho, terá respondido ao jornal O Minho no Facebook, usando a conta que partilhava com a vítima: "Um casamento a três não funciona foi feito um pedido para além [alguém] se afastar não o fez dei [deu] nisto”", escreveu o utilizador da conta Ana Paula António Fidalgo.

A mulher, de 39 anos, foi encontrada morta, pelas 21:30 de quarta-feira, na parte de cima do restaurante O Refúgio do Gerês, propriedade do casal, em Salamonde, Vieira do Minho.