O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, considerou, nesta quarta-feira, uma “falta de educação” e uma “deselegância” colocar em causa a competência da região para alterar o nome do aeroporto da ilha para homenagear o futebolista Cristiano Ronaldo.

O aeroporto é propriedade da Região Autónoma da Madeira. Foi deliberado, e bem, pelo Governo da Região autónoma da Madeira (RAM) homenagear um grande madeirense, um grande atleta e o capitão da Seleção Nacional”, disse o governante insular aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa do 104.º aniversário do Corpo da Polícia Florestal do arquipélago.

“Acho isso uma falta de educação e uma deselegância colocar isso em causa”, sustentou, salientando que se trata de associar ao aeroporto internacional da Madeira “o nome de um grande madeirense e de um grande português”.

Miguel Albuquerque declarou ainda que “a região não entra" nestas "polémicas”.

Confrontado com a situação de poderem estar a ser colocadas em causa “as competências do Governo Regional” nesta matéria, Miguel Albuquerque lembrou que foi a Madeira que pagou o aeroporto.

Isso era o que faltava. Nós pagámos o aeroporto. O aeroporto é propriedade da Região Autónoma da Madeira e eu vou pedir autorização a quem? [Isto] não tem nem pés nem cabeça.”

Hoje, o jornal Público noticiou que o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas “levantou dúvidas sobre a legitimidade do governo madeirense para atribuir o nome do futebolista” natural da Madeira ao aeroporto da ilha.

Adiantou também que o ministro Pedro Marques terá “pedido mesmo um parecer à Aeroportos de Portugal (ANA)” sobre este assunto.